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Kátia Sheilla - Sem medo de ser eu mesma


ANO 2007 PARA KÁTIA SHEILLA

 

 

Entrei no ano de 2007 sem muita perspectiva, acreditava que seria para mim um ano como outro qualquer. Primeiro, pelo lado profissional, apesar de querer elaborar algum show ou gravar um cd sabia que não seria possível. Ainda em 2006, pensando sobre o ano que iria começar e planejando-o, disse que minha dedicação seria exclusiva para a faculdade...não pensaria em cd, shows, entre outras coisas na área musical. Como imaginava não deu realmente para pensar neles, os semestres finais da faculdade são de sufoco mesmo, todos os horários do dia só dá para pensar em leituras, planos de aula, trabalhos...apesar da correria e das “lágrimas”, adoro esse clima de faculdade. Agora nos meses finais já estou pensando como será ficar sem estudar. Ficar sem estudar? Não, de forma alguma. Continuarei me capacitando na área que escolhi. Você que está lendo, deve estar se perguntando, faculdade de quê? Pedagogia. Como pode? Não tem nada a ver com a música. A primeira vista realmente não tem relação com música, mas no pouco de experiência que já tive em sala de aula, vi que a música pode e tem me ajudado a trabalhar com meus alunos.

Falando em alunos, não poderia fazer essa retrospectiva sem falar dos meus meninos. Em 2006 tive o enorme prazer de trabalhar em uma sala de aula do EJA, foi na SALINOR que fica a caminho de Areia Branca. Lá conheci pessoas maravilhosas, que até hoje ocupam um lugarzinho todo especial em minha vida: Meus alunos (carinhosamente chamo, meus meninos), seu Gilton e o seu Josimar, Laércio (motorista – todos os dias em meio a sua correria ia me buscar na faculdade para que eu fosse dar aula e assim que terminava vinha me deixar em casa, sempre com muito bom humor), as meninas (recepção, secretaria...) e paro por aqui porque corro o risco de esquecer de citar alguém e como todos de lá são caros para mim, não quero me arriscar. Então você que lê, entenda, gosto de cada um que lá trabalha.

 

 

Vamos voltar então ao início de 2007. O ano realmente começou como imaginava, sem muita novidade: casa – faculdade / faculdade – casa. Com relação a meu currículo, duas coisas me faltavam: um certificado de congresso internacional e uma monitoria. As graças começaram por aí, surgiu uma vaga para monitoria de Psicologia, com professor Lima, vaga esta que consegui ocupar (uma experiência ótima), melhor ainda foi que ao término do período a vaga foi reaberta e mais uma vez consegui ficar com ela. Um ano de monitoria é bem melhor que 06 meses, não acham? Ainda mais se esta for de psicologia que adoro e com um professor que também gosto demais.

As experiências com EJA e com monitoria me trouxeram uma certeza, quero trabalhar com adultos. Gosto muito de crianças. O carinho, a doçura, a sinceridade que as elas tem é algo encantador, não vou dizer que não gostei de trabalhar com elas, mas prazer mesmo, senti no EJA.

Ainda não consegui o certificado do congresso internacional, mas depois de tanta coisa boa e graças que pareciam impossíveis de alcançar e alcancei, acredito que a conquista do certificado do congresso é apenas questão de tempo.

Mesmo dizendo que não me dedicaria tanto a música o quanto gostaria, em 2007, novidades neste campo também surgiram. Voltei a trabalhar com Everton e Berg, depois de algum tempo separados, antigo A3 e agora Gedeão, vez por outra faz uns trabalhos com a gente. Estou cantando em uma banda baile, a CADILLAC VIP, recebi o convite de Jaedson para fazer parte desse projeto e aceitei – apesar de não ter nenhuma experiência anterior em banda – aí está um dos grandes desafios deste ano. Agora em dezembro, Mons. Américo fez o convite para participar do recital sacro, momento antes de começar a novena, algo breve de 25 min. apenas, outra experiência maravilhosa, fazia muito tempo que não cantava músicas religiosas, pelo menos publicamente.

 

 

Para fechar o ano, a maior de todas as graças que poderia receber, após 11 anos de casada com Marcos (meu nego), dentre eles, 07 casados no civil, finalmente foi possível concretizar nosso sonho, casar no religioso. Foram 11 anos de espera em Deus. Enfim este dia chegou. Foi o dia mais bonito de minha vida. Não foi uma festa luxuosa, foi uma cerimônia simples, porém de uma beleza ímpar. Difícil expressar em palavras o que foi aquele 01 de Dezembro de 2007, mas tentarei.

Quando fomos noticiados que poderíamos finalmente casar no religioso, nossa primeira providência foi procurar a igreja para dar entrada nos papéis, imaginamos algo simples, muito simples mesmo. Entraríamos na igreja, nos casaríamos e pronto. Mas Mariana, nossa pequena de 10 anos, queria entrar na igreja com as alianças. Não vou dizer que a idéia não me encantava também, claro que sim, seria lindo entrar com ela e ver o nêgo no altar me esperando. Mas como fazer isso? O dinheiro estava curto, não estávamos preparados para gastos extras.

Mas acreditem, ter amigos e uma boa família é algo muito mais valioso do que qualquer fortuna. Nosso casamento teve tudo que era de direito, graças a eles. Vestido de noiva, terno do noivo, buquê, homenagens, música, cerimonial, fotos, filmagem, daminhas...até bolo com os noivos em cima (noivinhos personalizados, lindo!, lindo!). Não tivemos recepção, mas a cerimônia de nosso casamento foi uma grande festa. Sorrisos, misturaram-se com lágrimas, lágrimas de muita felicidade, de agradecimento a Deus e aos amigos. FELICIDADE, FELICIDADE, FELICIDADE.

 

 

 

Agora veja bem se eu não tive motivos para ser feliz neste ano e principalmente no finalzinho dele: casamento (1º dia do mês de dezembro), recital sacro no dia 04, viagem a Belém-PA dia 07, dia 17 recebi um telefonema dos meus meninos (lembra, deles? Alunos da SALINOR) chamando para ir a confraternização deles no dia 22, sexta-feira...e durante todo o ano fiz muito amigos e laços foram aproximados. Como diz a música: “É benção, sobre benção. Benção, sobre benção. Vivendo cada dia no Senhor...Irmão vc também é uma benção para mim...”. No ano de 2007, vive momentos de tristeza, claro, não foi tão perfeito assim, mas as graças foram tantas que as coisas ruins tornaram-se muito pequenas, quase nem consigo lembrar, quais foram.

Ainda teria muito mais a contar, mas o texto ficaria muito extenso. Só para finalizar: Este foi um dos anos que mais trabalhei.

FELIZ 2008.Muitas bênçãos em suas vidas.

Beijo no coração de vocês.

Demorei a blogar, mas agora vcs terão muito o que ler...rsrsrs

 

P.S.: Não esqueçam que ainda em 2007 teve a minha participação junto a Lume da Fogueira, que está registrada aqui no blog.

 

  



Escrito por Kátia Sheilla às 05h01
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